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As Cinco Xícaras - Mensagem Pai Joaquim de Angola

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Coloquei 5 xícaras em minha frente ,dentro delas tinha café, porém cada uma tinha um significado. A Primeira xícara era de Amor. A Segunda era de Perdão. A Terceira era de FÉ. A Quarta era de Ódio. A Quinta Xícara era da Maldade. Então eu disse: "Fio, essas xícaras  tem o mesmo conteúdo: café, porém  cada xícara tem um significado, tem um gosto diferente." Ofereci a primeira xícara: "nossa que coisa amarga!" Velho sorriu e disse: "essa xícara era a do Amor. O Amor não é amargo , a amargura esta em seu coração." Ofereci a segunda xícara : "essa tá boa, doce, um sabor leve." Velho disse: "esse conteúdo é o perdão, ele é doce, é leve, quando vem do coração." Ofereci a terceira xícara: "nossa que Maravilha! essa esta ótima, muito doce, um gosto ótimo." Velho então disse:  "essa xícara e a da FÉ . A Fé que alimenta que traz mensagens de amor que faz o impossível, se tornar possível." Ofereci  a quarta xícar...

Oração de Domingo a Nanã Buruquê

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Nanã Buruquê ou Burukú, o orixá dos mangues, dos pântanos, senhora da morte, responsável pelos portais de entrada (reencarnação) e saída (desencarne) das almas e é quem comanda o domingo ao lado das almas e dos Pretos Velhos, que com sabedoria nos ensinam e educam para nosso crescimento espiritual. Vamos homenagear Nanã com uma vela branca ou lilás e com a seguinte oração. Divina Mãe Nanã, Senhora das águas calmas dos lagos, Aquieta os corações dos Teus filhos Que andam aflitos, Ensinando-nos a paciência, A buscar a perseverança E a saber esperar a Luz do amanhã. Mãe, Estende sobre nós O Teu Manto Sagrado de água e terra Que recolhe todas as impurezas E as nossas angústias e tristezas; Purifica e transmuta os nossos sentimentos E os mais íntimos pensamentos Que teimam em se esconder da razão, Criando pântanos escuros em nosso coração. Que as Tuas águas calmas Lavem mesmo as nossas almas, O nosso íntimo, o nosso querer mais escondido; E decantem tudo o que nã...

Os Pretos Velhos e seu Contexto Histórico

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Pretos Velhos e Pretas Velhas Com certeza a mais carismática entidade que povoa os terreiros de Umbanda. A mística do Preto Velho é fruto de condições e circunstâncias únicas em terras brasileiras. A sofrida vida dos escravos, trazidos da África, já bastante documentada e comentada, fazia com que os indivíduos, em função do penoso e extenuante trabalho a que eram submetidos, somado aos maus tratos, vivessem, em média, somente sete anos após sua chegada ao Brasil. As mudanças no panorama econômico brasileiro, como a decadência do ciclo da cana-de-açúcar e a redução da atividade mineradora, fizeram com que uma grande leva de escravos migrados, para os centros urbanos, pudesse levar uma vida mais amena e conseguisse ter uma expectativa de vida mais longa. Gosta de beber desde a cachaça branquinha até o vinho tinto bem forte ou um café amargo. Mas uma de suas bebidas favoritas é a polpa do coco verde, triturada no pilão e misturada com um pouco de pinga. As histórias que ouvimos a...

As sete lágrimas de um Preto Velho

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“Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, pitando o seu cachimbo, um triste Preto Velho chorava. De seus olhos molhados, lágimas lhe desciam pela face e não sei porque as contei.. Foram sete. Na incontida vontade de saber, aproximei-me e o interroguei. – Fala meu Preto Velho, diz a este teu filho, por que esternas assim, esta tão visível dor ? – Estás vendo, filho, estas pessoas que entram e saem do terreiro? As lágimas que você contou, estão distribuídas a cada uma delas. – A primeira lágrima foi dada aos indiferentes, que aqui vem em busca de distração. Que saem ironizando e criticando, por aquilo que suas mentes ofuscadas não puderam compreender. – A segunda, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando. Sempre na expectativa de um milagre, que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos lhes negam. – A terceira, aos maus. A aqueles que procuram a Umbanda em busca de vinganças, desejando prejudicar a um seu semelhante. – A quarta, aos fr...